Uma operação conjunta da Secretaria da Fazenda e Polícia Civil de São Paulo resultou na suspensão das inscrições estaduais de sete estabelecimentos comerciais na quinta-feira (9). A ação, denominada Gota a Gota, teve como objetivo fiscalizar 13 locais suspeitos de irregularidades na comercialização de bebidas destiladas, buscando coibir fraudes e proteger a saúde pública contra a adulteração de produtos.
Com a operação, o número total de empresas suspensas preventivamente em fiscalizações no setor sobe para 15. A suspensão impede que os estabelecimentos emitam notas fiscais ou adquiram novas mercadorias. A medida faz parte de um conjunto de ações emergenciais do governo estadual, que mantém um gabinete de crise ativo para enfrentar os casos recentes de contaminação de bebidas por metanol, uma substância tóxica.
Cinco das empresas suspensas não foram localizadas nos endereços cadastrados, sugerindo o uso de notas fiscais “frias” para acobertar o transporte de mercadorias ilegais. Outra empresa foi punida por não apresentar documentação de aquisição de estoque e apresentar um quadro societário simulado. Em uma distribuidora no Jardim Maria Estela, a Vigilância Sanitária interditou o local devido à falta de estrutura adequada para o armazenamento de bebidas. O Procon-SP também participou da ação.
As autoridades planejam agora uma análise detalhada das notas fiscais e das finanças das empresas envolvidas e de seus parceiros comerciais. O desdobramento da investigação será conduzido por meio de inquérito policial.
Entre os seis estabelecimentos que não tiveram suas inscrições suspensas, três apresentaram irregularidades fiscais que serão alvo de autuações pela Secretaria da Fazenda. As fiscalizações ocorreram em diversos bairros da capital e no município de Embu das Artes.
A operação Gota a Gota é resultado de um trabalho de rastreamento e cruzamento de informações fiscais, a partir da análise de documentos eletrônicos. A investigação identificou indícios de irregularidades em diferentes etapas da cadeia de produção e comercialização de bebidas como vodka, cachaça, uísque e gin. A ação contou com a participação de 30 auditores fiscais e 40 policiais civis.