O governo brasileiro prorrogou por mais cinco anos as medidas antidumping sobre diversos produtos importados da China, Estados Unidos e Alemanha. A decisão, que visa proteger a indústria nacional, impacta diretamente a importação de escovas para cabelo, cadeados, pigmentos de dióxido de titânio e etanolaminas.
A medida afeta as escovas de cabelo provenientes da China, que terão uma taxa extra de US$ 8,78 por quilo, além do Imposto de Importação. Essa sobretaxa vigora desde 2007, após uma investigação que constatou a prática de dumping por exportadores chineses. Apesar da medida, técnicos da Camex admitem que as escovas chinesas continuam chegando ao Brasil por preços abaixo dos praticados na China. Dados do Simvep indicam que, entre abril de 2023 e março de 2024, as escovas chinesas foram vendidas no Brasil por US$ 8,47/kg, enquanto o preço na China era de US$ 17,24/kg, disputando um mercado que movimentou cerca de R$ 204 milhões em 2024.
As importações de pigmentos de dióxido de titânio da China também serão taxadas com alíquotas adicionais que variam de US$ 1.148,72 a US$ 1.267,74 por tonelada, dependendo do fabricante. Para cadeados chineses, será cobrada uma alíquota de US$ 10,11/kg, somada ao imposto de importação.
As etanolaminas, originárias da Alemanha e dos Estados Unidos, também terão sobretaxas, variando entre 7,4% e 59,3% do valor unitário da mercadoria. As etanolaminas, derivadas do óxido de eteno, são utilizadas em diversas indústrias, como a de defensivos agrícolas, cosméticos, produtos de limpeza, cimento e concreto, e na indústria petrolífera. A cobrança extra para inibir o dumping sobre esses produtos já ocorre desde 2014, com uma breve interrupção no caso do produto alemão. O objetivo central das medidas é evitar que concorrentes estrangeiros vendam seus produtos no Brasil a preços inferiores aos praticados em seus mercados de origem, caracterizando a prática de dumping.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br