A atividade econômica brasileira registrou uma contração de 0,2% em setembro, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que busca antecipar tendências do Produto Interno Bruto (PIB), apresentou essa queda após ajuste sazonal. A retração no terceiro trimestre, compreendendo os meses de julho a setembro, foi ainda mais expressiva, atingindo 0,9%.
Em comparação com setembro do ano anterior, houve um aumento de 4,9%, sem ajuste sazonal, refletindo o crescimento ao longo do ano. No acumulado de 2025, o indicador demonstra um crescimento de 14,2%, e nos últimos 12 meses, a alta foi de 13,5%.
O IBC-Br serve como um termômetro da economia e auxilia o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC nas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 15% ao ano. O índice leva em consideração o desempenho de setores como indústria, comércio, serviços e agropecuária, além do volume de impostos arrecadados.
A Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. A manutenção da taxa nos patamares atuais ocorre em um cenário de desaceleração da economia e um índice de inflação oficial que fechou outubro em 0,09%, o menor para o mês desde 1998. No entanto, o colegiado não descarta a possibilidade de voltar a elevar os juros, caso julgue apropriado. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano.
O Banco Central informou que o ambiente externo se mantém incerto por causa da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. Já no Brasil, a autarquia destacou que a inflação continua acima da meta, apesar da desaceleração da atividade econômica, o que indica que os juros continuarão altos por bastante tempo.
O PIB, indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo IBGE, utiliza uma metodologia diferente do IBC-Br. No segundo trimestre, a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br