O ex-diretor de Governança, Planejamento e Inovação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alexandre Guimarães, declarou em depoimento a uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que não possui ligações políticas. A afirmação foi feita em meio a investigações sobre um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários.

Guimarães, que ocupou o cargo entre 2021 e o início de 2023, admitiu ter sido indicado ao INSS após uma breve reunião com um deputado federal. No entanto, negou qualquer relação com políticos em sua trajetória profissional.

O ex-diretor é investigado sob a suspeita de ter recebido R$ 313 mil de um indivíduo apontado como um dos operadores do esquema de fraudes. Em seu depoimento, Guimarães confirmou ter conhecido o indivíduo em 2022, alegando que os repasses foram referentes ao fornecimento de material de educação financeira de sua empresa para uma consultoria. Ele também admitiu que essa era a única cliente de sua empresa, e que encerrou a prestação de serviços após a Polícia Federal deflagrar a operação contra as cobranças não autorizadas.

Guimarães negou qualquer participação nos acordos entre o INSS e as entidades que realizaram os descontos ilegais, afirmando ter tomado conhecimento do esquema apenas após a operação da Polícia Federal.

O deputado federal mencionado por Guimarães confirmou que o encontro pode ter ocorrido, mas negou qualquer irregularidade. O relator da CPMI anunciou a intenção de convocar o deputado e um senador para prestarem esclarecimentos à comissão. Há um requerimento formal para convocar o senador, sob a alegação de que ele teria recebido o operador do esquema de fraudes em seu gabinete. O senador, em nota, afirmou estranhar a menção ao seu nome e declarou não ser alvo de investigação. A CPMI deverá votar, nas próximas sessões, os pedidos de convocação de parlamentares e a ampliação das quebras de sigilo de pessoas investigadas no caso.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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