Em 30 de dezembro de 2025, Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, declarou à Polícia Federal que a liquidação da instituição foi resultado de uma “ofensiva articulada” envolvendo o Banco Central e grandes bancos concorrentes. O depoimento, cujo sigilo foi retirado recentemente pelo ministro Dias Toffoli do STF, aponta para supostas pressões regulatórias e mudanças no Fundo Garantidor de Créditos que culminaram em uma crise de liquidez.
Conflitos regulatórios e mercado financeiro
Vorcaro afirmou que o Banco Central alterou regulações do FGC diretamente contra o Master, afetando a captação de recursos e pressionando a instituição à venda de ativos com deságio. As declarações de Vorcaro são vistas por especialistas como defensivas, já que atribui a falência a fatores externos, minimizando falhas internas no modelo de negócios.
Impacto das mudanças no FGC
Alterações regulatórias no FGC, aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional, ampliaram a supervisão financeira, impactando a captação do Master. O Banco Central destaca que as normas visam reduzir riscos sistêmicos, não havendo alvo específico no Master, contrariando as alegações de Vorcaro.
Venda de ativos e alegações de manipulação
O depoimento menciona que o Master foi forçado a vender ativos a preços depreciados, beneficiando concorrentes. Analistas refutam a tese de manipulação coordenada, atribuindo os deságios ao risco percebido pelo mercado. Regina Martins, economista do setor, aponta para um modelo de negócios arriscado como causa principal da queda.
Futuro do caso e implicações investigativas
O caso ainda está em investigação, com novos depoimentos e análises técnicas em andamento. As declarações de Vorcaro e as investigações em curso podem revelar mais detalhes sobre a atuação do mercado financeiro e possíveis irregularidades.
Mantenha-se informado com a nossa cobertura em tempo real no portal e ative as notificações em nossos canais oficiais.